sábado, 12 de maio de 2018

Era uma vez um Almanaque

pormenor da BD "Narciso", ilustrada por Susa Monteiro

Se escrever histórias curtas em banda desenhada é sempre um desafio, ter a pressão de fazê-lo todos os meses é coisa para puxar pelos limites de um autor. Cumpri esse papel durante anos na revista CAIS e só recentemente passei a pasta ao Pedro Moura que está, também ele, a percorrer o seu caminho e a desempenhar um excelente trabalho, não só a criar narrativas mas também a dar visibilidade a ilustradores mais e menos conhecidos, tirando partido de uma das poucas montras regulares de BD que temos no nosso país.

Posto isto, em 2015 fiz um ponto de situação do material publicado numa antologia chamada Casulo, editada pela Kingpin Books. Agora, está na altura de fechar o ciclo, não só porque há muitas pranchas que ficaram para um segundo volume mas também porque não pretendo escrever muito mais peças neste formato no futuro. Experimentei muitas fórmulas, visitei muitos universos e testei muitas colaborações... Tem sido uma experiência muitíssimo gratificante, a todos os níveis.

No entanto, é importante que fique claro, este "segundo volume" não o é, verdadeiramente.
Tem uma nova editora, a Bicho Carpinteiro, um novo formato, uma série de material inédito e um nome que é só seu: Almanaque.

Vou falar dele pela primeira vez no dia 26 deste mês, às 16h15, no Festival Internacional de BD de Beja, e, dentro de pouco tempo, direi a lista de autores e a data e local de lançamento.

Para já, fiquem com uma pequena amostra.

1ª página da BD "Tenho 2 Corações", ilustrada por André Diniz
 
1ª página da BD "Vizinhos", ilustrada por Bernardo Majer

1ª página da BD "No meu Lugar", ilustrada por Filipe Andrade

1ª página da BD "Matriosca", ilustrada por Selma Pimentel

1ª página da BD "Dia de Derby", ilustrada por João Lam

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Lançamento TLS Series Silêncio no AmadoraBD


A passagem pelo The Lisbon Studio, com tudo o que aprendi, partilhei e vivi na companhia de uma mão cheia de bons amigos, ficarão para sempre como um dos melhores períodos da minha vida. Com o passar dos anos, o meu percurso alterou-se e muita coisa mudou, deixei o espaço em Santa Apolónia mas nunca o colectivo. Sairam artistas, entraram outros, mas o espírito é o mesmo e mantém-se vivo.

Entretanto, a malta organizou-se e anda a fazer coisas...
Não que na minha altura não se fizessem exposições ou não se editasse a TLS Webmag, mas nada comparado com este The Lisbon Studio Series: uma colecção de livros, publicada pela G Floy em parceria com a ComicHeart, com BDs autoconclusivas de vários autores. O segundo número tem Silêncio como tema e deu-me o privilégio de trabalhar com o meu grande amigo Jorge Coelho (autor em destaque) numa banda desenhada inédita de 16 páginas. Monte Morte estabelece uma prequela ao meu álbum Milagreiro, editado pela Polvo em 2015.




 (imagens roubadas ao blog do The Lisbon Studio...)

O lançamento é já este Sábado, dia 4 de Novembro, às 15h30 no AmadoraBD (que este ano está particularmente bem conseguido e merece uma visita).

E para quem ainda tem dúvidas se deve ir ou não, fica o vídeo promocional...

https://vimeo.com/240749937

sábado, 21 de outubro de 2017

Morte Lenta

De todas as obras que escrevi, esta terá sempre um lugar distinto no canto mais resguardado do meu coração. Morte lenta não é nenhum álbum de banda desenhada. É um micro-livro de poesia, frio, cruel e brutalmente autobiográfico, feito por mim desde a escrita do texto à encadernação de cada um dos seus 60 exemplares.


Todos eles se encontram assinados e numerados, numa edição marginal da minha Ave Rara. Agora, o que dizer acerca disto? Que foi terapêutico em mais um ano particularmente atribulado do meu percurso; que transporta, sem filtros, a minha visão do mundo e da vida e...



... que em princípio não será colocado à venda. 

Quem o quiser poderá contactar-me ou falar comigo directamente no AmadoraBD
Até porque o festival está para muito breve.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Apresentação Living Will #6 AmadoraBD


Depois de, há uns meses atrás, ter sido lançado no Festival Internacional de BD de Beja, o sexto volume de Living Will vai agora ser apresentado no AmadoraBD. Com argumento meu e arte do Pedro Serpa, esta edição tem o preto como tom principal e uma reviravolta na história que lança os dados necessários para o desfecho que se avizinha. A apresentação servirá também para fazer uma pequena retrospectiva da série e ocorrerá no Fórum Luís de Camões (Brandoa), dia 29 de Outubro (Domingo) às 18h.




Eis a sinopse...
Nem sempre a aproximação do fim é sinónimo de resolução. O relógio não pára por ninguém e o desfecho é, para todos, inevitável. No entanto, nesta corrida contra o tempo, contra a angústia de terminar sem honra, sem sossego e sem dignidade, é ainda maior o desespero quando as coisas só parecem tornar-se ainda mais complexas e impossíveis de resolver. Terry quis ser um herói desde sempre, desde a infância passada num orfanato. Hoje, enfrenta a sua maior batalha, procurando salvar a vida daqueles que mais ama, num derradeiro duelo contra um inimigo letal: a injustiça. Ele e Will têm, agora e mais do que nunca, algo em comum: o mesmo sentimento de impotência. E Betty, a apresentadora de televisão começa a perceber que talvez nunca vá conseguir ficar em paz.



Living Will é uma série de 7 mini-comics de 16 páginas publicados pela Ave Rara, integralmente em inglês, com argumento de André Oliveira e arte de Joana Afonso e Pedro Serpa.


P.V.P: €2,95

averara.mail@gmail.com

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Toutinegra em 2018


Não, não é nenhuma obsessão isto de escrever livros com nomes de pássaro (depois de Hawk, em 2014), é apenas coincidência. Uma passagem rápida aqui pelo blog para anunciar que estou a trabalhar num novo álbum de banda desenhada apontado ao AmadoraBD do próximo ano, com ilustrações de Bernardo Majer e edição da Polvo.

Está a ser um prazer enorme trabalhar com o Bernardo. Adoraria desenvolver o assunto e mostrar mais do que está a ser feito mas ainda não posso... Apenas posso dizer que estamos focados nisto. Até breve. :)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

"Diavol" na Revista BANG


Para quem não conhece, a revista BANG é uma publicação gratuita dedicada ao Fantástico, com a chancela da editora Saída de Emergência, disponível nas lojas FNAC. Já a conheço há uma série de anos mas nunca tinha colaborado com o projecto até muito recentemente...

A convite do ilustrador Pedro Potier, escrevi então uma banda desenhada de 6 páginas intitulada Diavol para a edição de Julho. A BD foi desenhada por ele e contou com a pintura da também ilustradora Patrícia Furtado. Aos dois, um muito obrigado pela oportunidade.





Diavol é um exercício livre e fantasioso realizado a partir de um episódio histórico. No dia 4 de Fevereiro de 1912, o alfaiate franco-austríaco Franz Reichelt saltou para a morte da Torre Eiffel, na esperança de provar a todos a eficácia da sua invenção: um exuberante fato pára-quedas.

Digamos que não correu bem...


Como já disse, a revista BANG está disponível gratuitamente na FNAC. É só pegar e levar.
Vale a pena.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Lançamento Lugar Maldito


Depois de Tormenta (editado em 2015 pela Polvo Editora), do Prémio Nacional de Melhor Desenho para Álbum Português que consquistou no ano seguinte e de Burza (a edição polaca, publicada este ano pela Timof Comics), a minha segunda colaboração em BD com o artista João Sequeira está para muito breve.



Lugar Maldito é um álbum de banda desenhada com 96 páginas a P&B, uma vez mais editado pela Polvo, que será apresentado já no próximo Sábado (dia 27 de Maio), às 14h30, no XIII Festival Internacional de BD de Beja (Teatro Municipal Pax Julia).


Sinopse:

Nunca vos contaram do rapaz de carvão?

Tantas, tantas histórias…
Daquelas que escapam ao entendimento e flutuam na memória, às vezes durante toda uma vida.
Samuel e Maria estão em fuga. De tudo, de todos e até de si próprios. Assombrados pelo amor proibido que é o seu, decidem refugiar-se no sítio mais improvável: uma casa antiga, situada numa clareira de silêncios e caretos vigilante. Entre o pó do carvão, inundada pelo cheiro a sangue e a cinzas, nada vai ser como dantes.

Lugar Maldito é uma BD de terror à portuguesa, passada no Alto Douro. 
Porque os demónios, é sabido, também lá moram.